"GUERRA SEM PISTEIROS
- JARDIM SEM FLORES"

Este é um blog de partilha de memórias e de vivências mais actuais, recordar o passado, viver o presente e olhar para o futuro...



sexta-feira, 25 de outubro de 2013

No passado dia 6 de outubro, o camarada Baião, responsável pelo 14º convívio, recebeu-nos na Amieira, Portel, bem juntinho à maravilhosa zona do Alqueva. Foi um sítio fantástico para convivermos e passearmos...

O nosso almoço aconteceu no restaurante "O Adicionado" (São Pedro), o repasto estava delicioso, bem regado com vinhos da região e uma excelente dose de confraternização.


Mas o dia não ficou só pelo almoço, veio a música e a dança, as gargalhadas e as recordações, o espírito de camaradagem no seu melhor! Aqui na foto vemos o casal Rodrigues a chefiar o comboio, será para recordar velhos tempos?


Não podia faltar o nosso tradicional docinho, sempre com o crachá dos Pisteiros, motivo pelo qual nos juntamos nestes salutares convívios.


Este ano a nossa foto de grupo está menos preenchida, infelizmente não pudemos contar com a presença de todos... Mas, aqui fica, para a posteridade, os que foram!




Aqui fica o registo da entrega do Guião ao camarada Rodrigues, organizador do próximo convívio, que írá realizar-se na linda cidade de Tomar.


Em estilo de brincadeira, aqui fica o casal que nos receberá no próximo ano. Parece, como vulgarmente se diz, que já agarraram o touro pelos cornos.  ; )


Obrigado camaradas por estarem presentes e até breve!









quarta-feira, 24 de outubro de 2012

13º. Convívio dos Pisteiros (2012)

Realizou-se na primeira semana outubro de 2012, como vem sendo habitual, o décimo terceiro encontro dos Pisteiros.

Desta vez o nosso encontro aconteceu em Santarém, tendo o almoço convívio decorrido em Almeirim. O nosso camarada Piedade Silva e respetiva família organizaram este encontro da melhor forma.

Desta vez com alguns companheiros vindos pela primeira vez aos convívios tais como o ex-Alferes Luís Figueiredo, um dos fundadores dos Pisteiros o companheiro Abílio Morais ex-Furriel dos GEP, que connosco conviveu e participou no teatro de algumas operações em Moçambique e quis estar presente.


 







E por ultimo o nosso companheiro e ex-Furriel Francisco Arruda, atualmente Comendador e Presidente dos Deficientes das Forças-Armadas, que a todos nos honrou com a sua presença e dos seus familiares, foi algo indiscritível de comoção e muita alegria que a todos contagiou. Venham mais convívios e o próximo esta já agendado para Palmela no primeiro sábado de outubro de 2013 e organizado pelo nosso camarada Baião.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

12º Convívio dos Pisteiros (2011)

Realizou-se em outubro de 2011 o décimo segundo encontro dos Pisteiros. Desta vez, o nosso convívio aconteceu no Algarve, na bonita cidade de Olhão. O nosso camarada Sousa organizou este encontro e correu da melhor forma, mesmo com poucos companheiros...



Aqui ficam as fotos representativas desse dia. E que venham mais convívios!!!















segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O Encontro de 2010

O nosso encontro já aconteceu!!!

Num dia de muita chuva, mas como se costuma dizer "boda molhada, é boda abençoada", neste caso, encontro abençoado... aconteceu mais um encontro dos Pisteiros de Combate.


Foi um dia memorável, cheio de abraços e reencontros, bem haja a todos os que foram...


Aqui ficam alguns dos momentos em suporte fotográfico, apreciem:







sexta-feira, 21 de maio de 2010

O Encontro Anual de 2010


Este ano não será excepção... por isso aqui fica o convite para o Encontro Anual:

"Convidam-se todos os antigos camaradas da Companhia dos Pisteiros de Combate, Moçambique 1970/1974, e suas respectivas famílias, bem como todos aqueles que, não sendo pisteiros, mas que de uma maneira geral connosco colaboraram, para o Convívio Anual que se irá realizar no dia 3 de Outubro, em Fátima."

Os reencontros

Depois de muitos anos sem nos vermos, o grupo conseguiu encontrar e reatar alguns dos laços de amizade até então quebrados... Todos os anos reunimos em franca alegria, num almoço convívio que reúne os velhos camaradas, mas também as suas famílias.

São momentos únicos e de pura amizade!



Para que todos estes encontros fossem possíveis, contámos com a preciosa ajuda de um camarada único e muito persistente. A ti Tavares agradecemos o esforço e empenho dedicados a esta causa.

A NOSSA HISTÓRIA...

O MATO NÃO TEM SEGREDOS

Pisteiros de Combate: Tenacidade, persistência e conhecimento da Natureza na luta contra a guerrilha. Tropa especial criada pelo então Comandante chefe das Forças Armadas em Moçambique, General Kaúlza de Arriaga, no ano de 1970, com as primeiras equipas a serem formadas na ex-Rodésia e a partir daí começou a formar-se a Companhia dos Pisteiros.

A partir de 1 de Janeiro desse ano, segundo um decreto da Presidência do Conselho, foi atribuída uma gratificação mensal de 400 escudos, desde que os militares tivessem averbado o respectivo curso completo.

O Centro de Instrução que integrava uma Companhia de Pisteiros de Combate, estava cediada em Vila Pery, cidade e capital de Distrito com o mesmo nome, e era aí a poucos quilómetros, junto à escola de Regentes Agrícolas, em plena mata, que fazíamos exercícios e dávamos instrução intensiva, preparando equipas que eram lançadas no rasto dos fugitivos mato fora, por entre capim e arbustos, ora pisando terreno pedregoso, ora atolando-se nos charcos que acompanhavam os rios, de pequeno e grande caudal.

A missão é encontrar sinais que confirmem a passagem recente de seres humanos pelo local, um rasto bem vincado na terra solta, o capim tombando, em cada folha pisada e em cada imperceptível galho quebrado, um pequeno tronco de árvore caído no chão ou uma pedra deslocada do local, onde ainda se notam sinais de humidade são, pequenos pormenores de onde o pisteiro recolhe preciosos elementos, mêrce de uma rápida, mas cuidada análise.

São quatro equipas de pisteiros que num exercício simulado saltando de helicóptero; uma fazendo de grupo inimigo e as outras na sua preseguição, são praças sargentos e oficiais africanos e europeus, que naquela manhã como todos os dias, se entregavam a uma cuidada preparação dos pisteiros consistindo, essencialmente, em trabalho prático mas rigoroso no aperfeiçoamento do tiro, "onde punha o olho tinha que por a bala", ser astuto, ter tacto, ser pisteiro era passar por um curso apuradíssimo e difícil, aquele curso fez desses homens os grandes e preciosos "leitores" da picada, aqueles que seguindo a pista e em contacto directo com a selva aprenderam a tirar partido do que a natureza lhes oferecia, de bom e de mau.

Ser Pisteiro também tinha a sua parte em missões humanitárias das populações conjuntamente com tropas de Engenharia e outras forças especiais no distrito de Tete, começaram a construção do aldeamento de Nura e, neste e em Mecumbura, montaram serviços de apoio técnico agra-pecuário as populações, serviços de assistência religiosa, sanitária e alimentar, e ainda serviços escolares.